Nos últimos anos, as tecnologias em várias fases do processo de impressão evoluíram, eliminando as manipulações tradicionais que consumiam tempo e mão-de-obra específica para cada etapa do processo. O fotógrafo utilizava laboratórios para obterem os originais, dependendo de fatores como temperatura, tempo de revelação, película utilizada, gastando material e em processo lento. Além disso, no começo desta evolução digital, os equipamentos eram caros, complexos e difíceis de operar.
Exigiam que comprassem todos os dispositivos necessários ao fluxo de trabalho como scanners, impressoras, fotocompositoras, softwares e hardwares, de um único fabricante, gerando o que chamamos de sistema fechado. A escolha ficava difícil já que uma impressora de determinado fabricante poderia apresentar melhores características que um outro que, por sua vez, possuía um hardware em melhores condições.
Hoje, há muitos fabricantes no mercado possibilitando a livre escolha, sistemas abertos em vários periféricos de diferentes marcas à disposição com total interface entre eles. Não há mais a necessidade de especialistas específicos, já que, por exemplo, pode-se obter fotografias com máquinas fotográficas digitais que, ao invés de produzir uma película, envia a imagem em meio digital diretamente ao computador em interface amigável. Ou ainda mesmo, utilizar imagens já prontas em CD-ROM ou DVD. Scanners “Flatbed” de alta qualidade, scanners cilíndricos, scanners de tambor, máquinas fotográficas digitais e sistemas de vídeo permitem capturar e manipular imaginar imagens com precisão e flexibilidade de controle, usando para retocar e modificar imagens o software Adobe Photoshop®. Resultados finais são produzidos em tempo curto, sem perdas de qualidade, muitas vezes, por um único indivíduo, que faz a captura da imagem, tratamento e correções, montagem e saída em filme, chapa ou direto na impressão.
O papel do designer também mudou dramaticamente.
Fotografias, ilustrações e texto existem agora em dados digitais, em vez de pedaços de filma e past-ups. São distribuídos os elementos numa página utilizando softwares de paginação e diagramação como Adobe PageMaker®, QuarXpress®. Ilustrações e desenhos também são criados diretamente no computador utilizando softwares como CorelDraw®, Adobe Illustrator® e Free- Hand®. E todos esses dados podem ser facilmente armazenados em disquetes, fitas magnéticas como syquest, zips, bernoulli e discos ópticos como CD, jazz ou no próprio Hard Disk do computador.
As fotocompositoras também mudaram. Agora, denominadas de Imagesetters, permitem produzir separações de cores em filme em alta velocidade e definição através dos RIPs (Raster Image Processor), que também estão presentes em impressoras para provas digitais, sistemas computer-to-plate, computer-to-press e computer-to-print, padronizando o processo e com resultados similares de retículas e cores.
O processo tradicional de impressão offset com uso de filmes também evoluiu. O aparecimento da tecnologia “film less” ou ainda a impressão digital, permitiu a manipulação de arquivos, obtendo diretamente do computador um impresso de alta qualidade, facilitando a impressão por demanda, sem a necessidade de filmes ou chapas, e acerto de máquina que consumia horas do impressor. Por enquanto, essa tecnologia torna-se econômica quando a tiragem está em torno de 5.000 unidades. Em futuro próximo, esta tecnologia terá mais vantagem que o sistema tradicional, permitindo maiores tiragens e em qualidade superior.
Com toda essa tecnologia, com o aparecimento de vários dispositivos de diferentes fabricantes, o que antes era assegurado quanto à fidelidade de cores quando trabalhavam-se com periféricos da mesma marca, agora deve ser gerenciado pelo usuário. Cada tipo de equipamento tem seu próprio espaço de cor, seu próprio alcance de cores, sua própria definição. Como uma imagem passa por várias fases até a impressão final cada dispositivo ao longo do trabalho introduz mudanças sutis em sua cor. Até mesmo monitores produzidos pelo mesmo fabricante, podem mostrar a mesma cor de maneiras diferentes. Também, existem efeitos de impressão criados com vernizes e tintas metálicas que não podem ser representados no DTP.
Contudo, já não temos aquela garantia de consistência de cor. É necessário então o gerenciamento de cores. Sem o gerenciamento de cores, não há nenhum controle das cores desde a entrada da imagem até a sua impressão final, já que muitas vezes um único operador participa de todo esse processo. O gerenciamento de cores é um assunto complexo, que vai desde conhecer a fabricação da tinta e papéis, de conhecer sistemas de impressão, conhecer os diversos equipamentos e suas limitações, assim como o modo como trabalham as cores.
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